Rubens Barrichello

15 curiosidades sobre a primeira vitória de Rubens Barrichello na Fórmula 1

Foram seis anos e oito meses de espera, ou 109 Grandes Prêmios disputados desde a última vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1 até a primeira consagração de Rubens Barrichello na categoria.

No dia 30 de julho de 2000, a pista de Hockenheim foi palco de um dos momentos mais emocionantes da história do automobilismo brasileiro. Barrichello venceu pela primeira vez uma corrida na Fórmula 1, e o fez, sobretudo, de uma forma que ninguém vai esquecer. Para celebrar essa história, separamos 15 curiosidades sobre aquele GP da Alemanha.

A longa espera antes de Hockenheim

1. O GP da Alemanha de 2000 foi o de número 124 na carreira de Barrichello. Naquela ocasião, ele se tornava o piloto que havia demorado mais corridas para vencer na Fórmula 1. Esse recorde, porém, foi superado por Mark Webber, que precisou de 130 GPs até a primeira conquista.

2. Apesar da vitória, Barrichello liderou apenas dez das 45 voltas da corrida. De fato, Mika Häkkinen, segundo colocado na prova, foi quem mais andou na frente, com 33 giros.

3. Um problema elétrico no carro de Barrichello durante o treino classificatório fez com que ele entrasse na pista apenas no fim da sessão. Por conta disso, o brasileiro largou apenas da 18ª posição, a última fila do grid. Sendo assim, a pole foi de David Coulthard.

A largada e a escalada pelo pelotão

4. Ao fim da primeira volta, Barrichello já havia avançado para a décima posição. Naquele mesmo giro, Michael Schumacher abandonou logo na primeira curva após ser tocado por outro carro.

5. Na volta 15, o brasileiro já era o terceiro colocado. Seu bom ritmo estava diretamente ligado à estratégia de prova: Barrichello faria duas paradas, enquanto a maioria dos rivais apostava em apenas um pit stop.

6. A volta mais rápida da corrida foi cravada por Barrichello na 20ª passagem, com o tempo de 1min44s300.

Os pit stops que definiram a corrida

7. O primeiro pit stop de Barrichello aconteceu na volta 17. A parada para troca de pneus e reabastecimento durou 7,2 segundos. Ainda assim, ao retornar à pista, ele ocupava a sexta posição.

8. Na volta 26, um torcedor invadiu a pista em protesto contra a Mercedes. O Safety Car foi acionado e Barrichello aproveitou para fazer sua segunda parada. Os mecânicos gastaram 7s3 e devolveram o piloto à pista em terceiro lugar.

9. A parte final da corrida teve a interferência da chuva, que castigou especialmente o último trecho do circuito. Häkkinen, que liderava, foi aos boxes para colocar pneu de piso molhado. Consequentemente, ao fim da volta 35, Barrichello assumiu a liderança.

A liderança e os números do triunfo

10. Na ponta, Barrichello marcou 1min59s8 ao completar a volta 36. Häkkinen, com pneus de chuva, cronometrou 1min58s6, ou seja, uma diferença pequena que manteve a tensão até o fim.

11. Nesse momento, faltando cinco voltas para o fim, Barrichello já igualava o ritmo de Häkkinen. No giro 40, o brasileiro cravou 1min58s7 contra 1min58s5 do finlandês.

12. Ao término da corrida, a vantagem do brasileiro sobre o finlandês foi de 7s452.

13. Barrichello finalizou as 45 voltas em 1h25min34s418, com velocidade média de 215,278 km/h.

Outros fatos daquele dia histórico

14. Além disso, apenas 11 dos 22 carros que largaram completaram o Grande Prêmio. O último a receber a bandeirada foi o argentino Gastón Mazzacane, da Minardi.

15. Por fim, a vitória de Barrichello foi a de número 80 do Brasil na Fórmula 1. Atualmente, o país acumula 101 vitórias na categoria.

Reviva esse momento histórico

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