Há 30 anos, o Brasil comemorava o tricampeonato, e último título, do ídolo Ayrton Senna na Fórmula 1. Em 20 de outubro de 1991, Ayrton chegava na segunda posição do GP do Japão, em Suzuka, e se consagrou tricampeão da maior categoria do automobilismo mundial.

Senna entrou em 1991 com as expectativas no topo. O brasileiro tinha se tornado bicampeão do mundo na Fórmula 1 no ano anterior, após bater com Alain Prost na primeira curva do GP do Japão, em uma espécie de “troco” do acontecido em 1989, quando o francês lhe tirou da corrida. As perspectivas eram da repetição do duelo entre os dois arquirrivais no campeonato…

O ano de 1991 foi cheio de surpresas e conquistas para o Brasil no automobilismo, como você já pôde perceber até aqui. Então, bora relembrar mais detalhes sobre esse ano icônico? 😍 🏁

A trajetória de Ayrton Senna em 1991

Em 1991, o tricampeonato viria após muita luta contra as velozes Williams. Mesmo com certa desvantagem da McLaren no final da temporada, Ayrton Senna levantou o título novamente no Japão, depois que Nigel Mansell, pressionado pela necessidade de ultrapassar o brasileiro, abandonou a prova.

Três títulos incontestáveis, lembrados até hoje como grandes momentos do automobilismo, dando a Ayrton Senna um lugar cativo entre os maiores esportistas da história.

Ayrton Senna era o Brasil que dava certo em um momento difícil para o País, de crises econômica e política. Ele se orgulhava de ser brasileiro, e levava a bandeira verde e amarela para o topo do mundo. Até hoje, ele é a prova de que com garra, perseverança, fé, coragem e determinação, é possível conquistar qualquer objetivo na vida.

Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá.

Ayrton Senna

O motor

O ídolo brasileiro dominou o GP dos Estados Unidos, realizado no circuito de rua de Phoenix. Duas semanas depois, no Brasil, um triunfo histórico, em condições extremas, uma das maiores conquistas imortalizadas pelo seu icônico capacete verde e amarelo, vendido aqui na Sid. Ele ficou apenas com a sexta marcha no fim da prova. 

Em San Marino, mais um troféu, fato que se repetiria em Mônaco, em sua quarta subida ao alto do pódio no principado.

A temporada acabou sendo extremamente pesada. Sem estar satisfeito com o novo motor Honda V12 de seu carro, o brasileiro encarava um francês com um bom desempenho nos testes de inverno. Mesmo a temporada começando de forma diferente, com quatro vitórias seguidas de Ayrton Senna, o piloto defendeu seu título com um pacote totalmente novo: o McLaren MP4/6, equipado com o já citado Honda V12. 

Os japoneses decidiram abraçar a nova arquitetura por questões de desenvolvimento (o V10 havia chegado ao limite) e históricos (a fábrica usou os 12 cilindros na primeira entrada na categoria, entre 64 e 68). 

Já os ingleses rasgavam a linha de desenho usada desde 88 e se inspiravam claramente na Ferrari 641 (a McLaren trouxe da Itália o francês Henri Durand, que trabalhou na aerodinâmica do 641).

A temporada

O cenário, então, era o melhor possível. Após as quatro primeiras provas, Senna somava 40 pontos, 100% de aproveitamento e um desempenho decepcionante da Ferrari. A surpresa era o desempenho da Williams, que já conseguia andar entre os primeiros.

Senna abandonou no Canadá, onde Nelson Piquet venceu sua última prova na Fórmula 1, depois de Nigel Mansell abandonar na última volta.

Nas corridas seguintes, Ayrton Senna começou a enfrentar a reação da equipe inglesa. A Williams mostrou seu poder com quatro vitórias seguidas: três de Mansell e uma de Riccardo Patrese, seu companheiro. 

A McLaren só reagiu no GP da Hungria, onde estreou seu câmbio semi-automático. Vitória de Senna, que respirou, finalmente, no campeonato.

Na corrida seguinte, na Bélgica, mais um triunfo, e a vantagem na classificação aumentou para 22 pontos a cinco provas do fim.

No GP da Itália, Mansell reagiu e venceu. Só que em Portugal o azar do “Leão” apareceu com muita força. Uma porca mal apertada no pit stop e um erro da Williams causaram a desclassificação do inglês. A equipe recolocou o pneu solto no pit lane, o que é proibido pelo regulamento. Só que, em Barcelona, na prova seguinte, Senna terminou apenas em quinto, permitindo que o inglês voltasse a sonhar.

Com 16 pontos de vantagem, Senna chegou ao GP do Japão, em Suzuka, com tudo nas mãos. Mansell precisava fazer sete pontos a mais que o brasileiro, o que praticamente obrigava o inglês a vencer. E a McLaren resolveu apostar no jogo de equipe. Ayrton Senna largou em segundo, enquanto Gerhard Berger disparava na ponta da corrida.

Com Mansell em terceiro, Senna passou a apenas domar Mansell, que acabou acelerando muito e saiu da pista na primeira curva de Suzuka, atolando na caixa de brita, dando o tricampeonato ao brasileiro. Senna ainda alcançou Berger e o ultrapassou, mas acabou cedendo a vitória na última curva. 

Na prova seguinte, sob muita chuva, o brasileiro selou a conquista em Adelaide, na Austrália.

O grande dia: O dia do Tri!

Mansell e Senna travaram uma boa disputa e o brasileiro chegou ao GP de Suzuka, no Japão, com 16 pontos de vantagem e muita vontade de vencer. Em compensação, Mansell estava correndo contra o tempo.

Ayrton Senna largou em segundo, enquanto Gerhard Berger disparava na ponta da corrida.

Mansell, em terceiro, estava tão desesperado para ultrapassar Senna que foi com muita sede ao pote e acabou saindo da pista na primeira curva de Suzuka e atolando na caixa de brita. 

Enquanto Mansell se lamentava, Senna e seu companheiro de equipe, Berger, comemoravam a dobradinha de pódio que estavam fazendo – estratégia pensada por Senna antes do início da corrida.

Senna articulou que seria feito da seguinte forma: “Berger vai tentar fugir na frente enquanto eu cuido do Mansell”.

Depois da saída de Mansell do circuito, Senna ainda chegou a pegar a primeira colocação. Mas, na última volta, deixou que Berger assumisse a liderança novamente, indo então ao lugar mais alto do pódio.

Mesmo ficando em segundo lugar no GP do Japão, Senna se consagrou Tricampeão Mundial de Fórmula 1 graças à pontuação conquistada. E o que fez os nossos corações ficarem ainda mais emocionados foi pela atitude de Senna (mesmo sendo um acordo feito com seu chefe de equipe, Ron Dennis) em deixar seu companheiro de equipe subir ao pódio, e ouvir a famosa frase de Galvão Bueno que ficou marcada na história: “EU SABIA”! 🤩🏆

🏁 Vamos relembrar cada um dos principais momentos do dia em que Senna se tornou Tricampeão?!

Tenha o símbolo desse marco icônico em sua coleção – A réplica do capacete do tricampeonato!

Você pode se emocionar ainda mais com a incrível trajetória do nosso ídolo brasileiro na história do automobilismo através do nosso blog! Quer uma dica? Comece pelo Capítulo 1 da história de Ayrton Senna! 🤩🏁

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