A Stock Car Pro Series, anteriormente conhecido como Stock Car Brasil, é uma modalidade de automobilismo do Brasil criada em 1979. 

Iniciou como monomarca, tendo o apoio da Chevrolet. Com o passar dos anos, outras marcas entraram e saíram da categoria como Mitsubishi, Volkswagen e Peugeot. Em 2017, a Chevrolet continuou como patrocinadora. 

Com 30 carros no grid, o campeonato é disputado em 12 rodadas, sendo 10 duplas, a Corrida do Milhão, e a grande final com pontuação dobrada, percorrendo seis estados brasileiros e o Distrito Federal, mais a rodada internacional na Argentina. 

A Stock Car Pro Series é a principal categoria da Stock Car. Os carros contam atualmente com motores de 480 HP. Desde 2018 a categoria de acesso é a Stock Light.

Qual a diferença entre Stock Car e Stock Light?

Substituição na temporada 2022 do automobilismo nacional: sai a Stock Light e entra a Stock Series. Carro, pneus, velocidade e regulamento: sim, houve grandes mudanças na categoria. 

A categoria de acesso à Stock Car não mudou de nome, apenas. Algumas alterações no regulamento deixarão a categoria mais disputada, criteriosa e envolve diretamente os pilotos. 

Agora é o seguinte: quem quiser correr no campeonato mais importante do Brasil terá que passar antes pela antiga light. É obrigatório.

O tricampeão, Daniel Serra, esteve uma temporada na Series, em 2006, e foi vice campeão. No ano seguinte, fez sua estreia na Pro Series e na primeira corrida conquistou a pole! Adaptação não foi problema.

Podemos dizer que o novo regulamento foi colocado em prática. Felipe Baptista foi campeão em 2021 da antiga Light pela KTF que também corre na Stock Pro Series. Com seu desempenho e o aporte financeiro necessário, ele fechou contrato com o time principal para este ano e sabe como foi importante percorrer este caminho.

E não são apenas os pilotos que aprendem. O engenheiro João Marcelo Góes também subiu de categoria junto com Felipe na KTF. 

E por falar em carro, tem novidades…

A primeira é a carenagem: Chevrolet Cruze, o mesmo da Stock Car. E a principal são os pneus, que agora são idênticos nos dois campeonatos. Tudo isso rendeu um melhor desempenho, e agora os carros da Stock Series são apenas um segundo e meio mais lentos que seus irmãos mais robustos.

Veremos agora duas categorias muito mais parecidas. A ideia é fazer com que o dinheiro, que é muito importante, não seja o único critério para escolha de pilotos pelas equipes. E com estes carros, a Stock Series vai enriquecer ainda mais o nosso automobilismo.

O novo Chevrolet Cruze. Foto: Fábio Oliveira.

A história por trás da Stock Car Pro Series

Stock Car: Década de 1970

Foi criada em 1977 para ser uma alternativa à extinta Divisão 1 (D1), que corria com as marcas Chevrolet (Opala) e Ford (Maverick). Isso ocorreu pelo desinteresse do público e dos patrocinadores por se tornar uma categoria monomarca, dada a superioridade dos modelos Chevrolet. Para que isso não ocorresse, a General Motors criou uma nova categoria, que unia desempenho e sofisticação. O nome foi um golpe de mestre, pois além de emular o nome da famosa categoria americana, a NASCAR, desviava a atenção da marca única.

A primeira prova ocorreu em 22 de abril de 1979, no Autódromo de Tarumã, no Rio Grande do Sul. A criação da categoria foi a melhor resposta a um antigo anseio de uma comunidade apaixonada por carros de corrida, ou seja, uma categoria de Turismo que unisse desempenho e sofisticação.

O regulamento foi criado para limitar os custos, procurando equilíbrio, sem comprometer as performances dignas das competições internacionais. A primeira edição contou com a presença de 19 carros, todos do modelo Opala com motores de seis cilindros de 4 100cm3. A pole position da estreia foi do carioca José Carlos Palhares, o Capeta. com o tempo de 1min 23s 00. A prova foi vencida por Affonso Giaffone.

http://35.172.36.151/curiosidades-stock-car/

Stock Car: Década de 1980

Na época, o piloto retornava ao automobilismo brasileiro depois de uma passagem pela Fórmula 1, onde defendeu a equipe Copersucar-Fittipaldi. Ingo Hoffmann, doze vezes campeão da Stock, passou a dominar a categoria no final da década de oitenta, quando conquistou os títulos de 1989 a 1995.

Nestas temporadas aconteceu um grande número de ultrapassagens, grandes duelos e festas repletas de emoção. Nesses anos todos foram centenas de corridas pelos autódromos do Brasil. Em 1982 duas provas foram realizadas no Autódromo do Estoril, em Portugal.

Em 1987 ocorreu a primeira grande mudança da Stock Car. Com a mudança de apoio da GM na organização, foi adotado uma carenagem, criada e montada pela fabricante de carrocerias de ônibus Caio, que era inserida em cima do chassi do Opala. O carro ganhava na aerodinâmica e no desempenho, ficando muito parecido com um protótipo, mas sem a marca da GM. Os equipamentos de segurança ficam mais sofisticados.

Stock Car: Década de 1990

A GM volta a investir pesado na categoria em 1990, passando a organizar e construir em sua fábrica um protótipo monobloco.

Sem grande apelo do público e perdendo espaço para categorias mais baratas bancadas por outras montadoras, a categoria passa por nova transformação em 1994, quando é adotado como veículo o Omega de rua, adaptado para competição. Numa estratégia de marketing e para diminuição de custos, as corridas passam a ser realizadas em rodadas duplas com a Fórmula Chevrolet, num evento chamado Chevrolet Challenger, cujos ingressos eram gratuitos e distribuídos nas concessionárias de veículos da marca.

Stock Car: Década de 2000

A partir de 2000 estreia a nova carroceria do Vectra produzida em plástico reforçado com fibra de vidro montado com o novo chassi tubular mas ainda mantinha o motor 4.1, a partir de 2001 entra o motor v8,a General Motors deixa de organizar a competição em definitivo, que passa a ser realizada pela empresa Vicar, de propriedade do ex-piloto Carlos Col, que também gerencia a Fórmula 3. 

Para modernizar a competição e melhorar a segurança dos pilotos, a Stock Car passa a utilizar um chassi tubular. O projeto é do engenheiro argentino Edgardo Fernandez, que faz algo parecido para a categoria argentina Top Race V6, inspirado tanto na norte-americana Nascar, quanto no DTM alemão. O chassi, fabricado na JL, empresa do ex-piloto Zeca Giaffone, pode receber a carenagem de qualquer carro sedan.

Desde 2003 deixou de ser usado na categoria o motor de 6 cilindros Chevrolet, usado com modificações desde o inicio da Stock Car em 1979, sendo trocado pelo motor V8 Chevrolet 350 importado dos Estados Unidos pela JL, similar ao utilizado na Busch Series, segunda categoria da Nascar, iguais e limitados a 450 HP. Assim, a montadora GM passa a ser patrocinadora da categoria, fornecendo a carenagem do sedan, abrindo espaço para que outras montadoras pudessem ingressar na categoria com investimentos baixos. Em 2004 a competição passa a utilizar a carroceria do Astra.

A temporada de 2005 também entrou para a história da Stock Car. Além de a categoria ter se tornado multimarca – pela primeira vez os Mitsubishi Lancer correram ao lado dos Chevrolet Astra, no dia 30 de outubro 40 carros da Stock Car V8 realizaram uma inédita corrida fora do Brasil, valendo pontos para o campeonato. Foi uma rodada ao lado da TC 2000, a principal categoria da Argentina e que no mês de julho tinha corrido em Curitiba (Autódromo Internacional de Curitiba). O Autódromo Oscar Gálvez recebeu um público de 70 mil pessoas. Giuliano Losacco foi o vencedor da prova com Mateus Greipel em segundo e Luciano Burti em terceiro lugar.

O ano de 2006 teve mais novidades. Além de a corrida da Argentina ter sido mantida no calendário, a Stock Car V8 recebeu a terceira marca. O Volkswagen Bora passou a ser a carenagem de dez carros da principal categoria do automobilismo da América Latina. As equipes foram liberadas para a utilização do uso da telemetria, que permite um maior controle das equipes sobre o comportamento do carro.

Para 2007 a competição conta com a participação da quarta montadora, a Peugeot, que utiliza a carenagem do 307 Sedan inicialmente em oito carros e, posteriormente, em dez. O objetivo é que a categoria tenha 10 carros de cada uma das quatro marcas.

Em 2008, a Volkswagen anunciou sua saída da categoria e o número de carros no grid de largada caiu de 38 para 34. Já em 2009, foi a Mitsubishi quem deixou a categoria e os carros tiveram mudança a modo de ficarem semelhantes aos DTM alemães e o número de carros caiu outra vez: de 34 para 32. Assim, a categoria ficou com apenas duas montadoras: Chevrolet (Vectra) e Peugeot (307).

Em 2009, outras novidades. Estreou nessa temporada a realização da primeira corrida da história da Stock Car em um circuito de rua. Teve como cidade-sede Salvador, através de um contrato com a prefeitura, onde foi a primeira cidade do Nordeste a promover a corrida. O local escolhido foi as ruas do Centro Administrativo da Bahia (CAB) que foi adaptada para receber a prova (vencida por Cacá Bueno). Desde então, entrou no calendário fixo da competição. A segunda cidade a receber um circuito de rua na Stock Car foi Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Stock Car: Década de 2010

A partir do ano de 2010 o combustível utilizado nos carros voltou a ser o etanol (em substituição à gasolina), os carros também passam a usar injeção eletrônica, a categoria ganha mais um circuito de rua e as corridas passaram a ser transmitidas para o exterior. A categoria voltou a contar com 34 carros.

Em 10 de março de 2010 foi anunciada a fusão das categorias Stock Car Light (Copa Vicar) e Pick-Up Racing, criando a Copa Chevrolet Montana, nova divisão de acesso à categoria principal. Também foi criada a categoria Mini Challenge, em substituição a Stock Jr.

Em 2010 a montadora Peugeot substituiu a carroceria do 307 sedan pelo novo modelo do 408. Para a Temporada 2012 a Chevrolet substitui o Vectra pelo Sonic. Em 2013 foram 34 carros no grid, com 11 equipes correndo de Chevrolet e nove utilizando Peugeot. A temporada 2014 marcou o retorno do autódromo de Goiânia à competição, com duas provas, sendo uma delas a Corrida do Milhão. Em 2016, a carroceria do Sonic foi substituída pela nova geração do Chevrolet Cruze.

Em 2020 a Stock Car volta a ter uma segunda montadora. A Toyota tem como seu representante o sedan Corolla.

http://35.172.36.151/stock-car-e-a-sua-ligacao-com-a-formula-1/

Stock Car Pro Series: Pontuação

Em 2006, a Stock Car Pro Series adotou um sistema de competição baseado na NASCAR. Ao final das primeiras 8 corridas, os 10 primeiros pilotos classificavam-se para a Super Final, recebendo uma pontuação extra que era somada à pontuação do campeonato.

A partir da temporada de 2012, foi adotado um novo sistema de pontuação, premiando os 20 primeiros colocados, ao invés de 15 como era desde a temporada 2006. 

Em 2013, atendendo uma solicitação de pilotos e equipes, a organização passou a premiar o vencedor com 24 pontos, 20 para o segundo e 18 para o terceiro, decrescendo 1 ponto até ao 20.º, que receberá um ponto. E a última e decisiva etapa valerá o dobro da pontuação normal. O descarte de pontos também foi cancelado nesse novo formato de pontuação.

Corrida do milhão

Em 2008, a categoria passou a contar com uma prova especial, de duração maior que as demais, com a premiação de R$1 milhão, patrocinada pela Sky.

Corrida do Milhão de 2019 — Foto: Divulgação/Stock Car

Pilotos da corrida do milhão

Thiago Camilo, (vencedor em 2011, 2012 e 2015 e segundo colocado em 2014) é o piloto que mais vezes foi ao pódio, ao lado de Ricardo Maurício (vitória em 2010 e 2019 e segundo duas vezes 2012 e 2013) e de Daniel Serra (vitória em 2017, segundo duas vezes em 2011 e 2015 e um terceiro lugar 2019) quatro vezes. 

Rubens Barrichello (vitórias em 2014 e 2018 e segundo em 2016) vêm a seguir com três pódios. Marcos Gomes tem mais poles, três. Cacá Bueno, Rubens Barrichello e Daniel Serra vêm em seguida com 2 cada um. Os pilotos que mais vezes alcançaram a volta mais rápida da prova São Allam Khodair (2012 e 2013) e Thiago Camilo (2011 e 2014).

Stock Car: Dos carros de passeio para as grandes máquinas do automobilismo

http://35.172.36.151/stock-car-dos-carros-de-passeio-para-as-grandes-maquinas-do-automobilismo/