Histórias

A história de Nelson Piquet na Fórmula 1 – Parte 3

Hoje vamos continuar contando a história de uma das maiores estrelas da Fórmula 1: Nelson Piquet

Na primeira parte da história, falamos principalmente sobre o início da carreira de Piquet na Fórmula 1 e seus primeiros desafios e vitórias, conquistando o primeiro título mundial na categoria no GP do Oeste dos Estados Unidos em 1980.

Na segunda parte da história, demos continuidade à saga, rumo ao bicampeonato no GP da África em 1983.

E hoje daremos continuidade no restante de seu legado no automobilismo, com as principais realizações que você não pode deixar de conhecer. Então prepare-se, porque tem muita história, desafios e muita pista ainda pela frente… 🏁

A temporada de 1985 e últimos momentos na Brabham…

Em 1985, as chances de Nelson Piquet disputar o título foram drasticamente reduzidas. Isso aconteceu após Bernie Ecclestone, então chefe da Brabham, firmar um contrato de fornecimento exclusivo com a Pirelli. O desenvolvimento dos pneus italianos ainda estava em fase inicial e exigia um processo de evolução de dois a três anos para atingir o nível competitivo da concorrência. Por isso, não havia expectativa real de grandes resultados a curto prazo.

Ainda assim, Piquet conseguiu uma vitória marcante naquele ano. Ele foi o único brasileiro a vencer no circuito de Paul Ricard, na França. Em condições extremas de calor, fez uma corrida inteligente: ultrapassou Ayrton Senna (Lotus) e Keke Rosberg (Williams) e passou a impor um ritmo forte e constante.

As equipes equipadas com pneus Goodyear, que dominavam a categoria, não conseguiram acompanhar o desempenho do Brabham número 7. Sem dar qualquer sinal de que faria uma parada nos boxes, Piquet manteve-se na liderança até cruzar a linha de chegada com tranquilidade. Assista à corrida

Essa vitória foi a última da Brabham na Fórmula 1.

Últimos lampejos na Brabham e ida confirmada para a Williams

Após o triunfo na França, Piquet ainda conquistou a última pole position da equipe, em Zandvoort, na Holanda. Na mesma semana do Grande Prêmio da Itália, o brasileiro assinou contrato com a Williams para a temporada seguinte, assumindo o lugar de Keke Rosberg.

A corrida de Monza, em 8 de setembro de 1985, entrou para a história. Alain Prost venceu a prova e deu um passo decisivo rumo ao seu primeiro título mundial. Para o Brasil, a data também teve um sabor especial: foi a primeira vez que Nelson Piquet e Ayrton Senna dividiram o pódio, segundo e terceiro lugares, respectivamente.

O segundo lugar conquistado por Piquet marcou também o fim de um ciclo. Foi seu 29º e último pódio com a Brabham. Ele havia largado na quarta posição, caiu para sétimo logo após a largada e, após uma parada precoce na volta 12, protagonizou uma recuperação impressionante, subindo de 11º para 2º até o fim da prova.

Últimos momentos na equipe e encerramento da temporada

Na etapa seguinte, em Spa-Francorchamps, na Bélgica, a chuva complicou a vida dos pilotos. Logo na primeira curva, a La Source, Piquet escorregou e perdeu várias posições. Mesmo assim, realizou uma corrida sólida de recuperação e cruzou a linha de chegada em quinto lugar.

Infelizmente, nas últimas três provas da temporada, o brasileiro não completou nenhuma delas. Seu último ano com a Brabham terminou com um modesto oitavo lugar no campeonato, somando apenas 21 pontos.

Uma cena histórica: Piquet, Senna e a Bandeira do Brasil 

No dia 23 de março de 1986, Nelson Piquet e Ayrton Senna protagonizaram a primeira dobradinha entre eles na Fórmula 1, com o então piloto da Williams em 1º e o da Lotus em 2º. O palco? O GP do Brasil, para delírio da torcida que lotou as arquibancadas do saudoso e infelizmente já extinto Autódromo de Jacarepaguá, hoje local do Parque Olímpico do Rio 2016.

Na época, a corrida no Brasil marcava, tradicionalmente, a abertura da temporada da F1. E em 1986, a Williams, favorita ao título, estreava o então bicampeão Nelson Piquet para fazer companhia ao veloz, mas irregular Nigel Mansell. Sua principal rival da escuderia seria a McLaren, campeã do ano anterior com Alain Prost (e bicampeão no fim daquele ano), que contava também com Keke Rosberg. Já a Lotus corria por fora, sofrendo com o beberrão motor Renault, apostando suas fichas no jovem promissor Ayrton Senna.

No treino classificatório, Senna, que já aparecia como um especialista em voltas lançadas, aproveitou o forte pacote da Lotus e o motor Renault de mais de 1.000 cv para as classificações e abriu o ano com a pole position. 

Atrás dele vieram as Williams de Piquet e Mansell. Na prova, porém, a maior experiência de Piquet e o melhor ritmo de corrida da Williams com relação à Lotus prevaleceram. Logo na largada, Mansell se precipitou ao tentar ultrapassar Senna, rodou e abandonou. Nelson, por sua vez, teve paciência e, três voltas depois, deixou o compatriota para trás para assumir a liderança. Depois disso, só saiu da ponta provisoriamente nas paradas nos boxes. Ao fim, cruzou a linha de chegada com 34s de vantagem sobre Senna. Jacques Laffite, da Ligier, completou o pódio.

Assista abaixo à íntegra do emocionante pódio do GP do Brasil de 1986:

Os anos de Brabham, segundo Piquet

“Foi fantástico, estivemos juntos por sete anos e conquistamos dois campeonatos juntos. Era uma grande atmosfera familiar. Aprender e trabalhar com uma equipe foi a coisa mais importante”, relembra o brasileiro. 

Em 1984, Piquet conquistou nove pole positions – igualando o recorde da F1 na época -, mas apenas duas vitórias, já que falhas no turbocompressor lhe custaram caro e o restringiram à quinta posição no campeonato.

Quando a Michelin saiu da F1 no fim da temporada, a decisão de Ecclestone de mudar para a Pirelli em vez dos superiores pneus da Goodyears seria um fator limitante para 1985, com Piquet conquistando uma vitória. Assim, quando Frank Williams lhe ofereceu um salário muito superior para se juntar a uma equipe da Williams-Honda claramente em ascensão, Nelson aproveitou a chance.

O início de uma nova fase: a chegada à Williams

No campeonato de 1986, Nelson Piquet ingressou na equipe Williams, a mesma onde correram seus dois principais adversários em temporadas anteriores. Junto de Nigel Mansell, seu companheiro de equipe, participou do desenvolvimento dos motores turbo da Honda, que já equipavam o time desde 1984, mas ainda estavam em processo de aprimoramento.

Logo no primeiro ano, o carro se mostrou altamente competitivo. No entanto, uma série de fatores, como acidentes, estratégias equivocadas e decisões políticas internas, acabaram comprometendo suas chances de título.

O desastre na Austrália e a perda do campeonato

A prova final da temporada, realizada no Grande Prêmio da Austrália em Adelaide, ficou marcada por uma sequência de eventos infelizes e decisivos para o campeonato. Inicialmente, tudo começou após uma estratégia ousada da Pirelli, fornecedora de pneus da Benetton, que havia vencido o GP do México sem realizar trocas de pneus. Diante desse sucesso, a Goodyear, temendo perder competitividade, optou por adotar uma abordagem semelhante para suas equipes, entre elas, a Williams.

Contudo, essa decisão trouxe consequências graves. Durante a corrida, os pneus de Nigel Mansell, que até então tinha o título praticamente assegurado, explodiram de forma inesperada no retão de Adelaide. Logo em seguida, o mesmo aconteceu com os pneus de Keke Rosberg, da McLaren, apenas uma volta antes. Como resultado, a equipe Williams, agindo com cautela, decidiu chamar Nelson Piquet para os boxes e realizar a troca de pneus enquanto ele liderava a corrida.

Essa parada repentina, embora necessária, permitiu que Alain Prost, da McLaren, que já havia realizado sua troca de pneus anteriormente devido a um furo, assumisse a liderança. Consequentemente, Piquet perdeu não apenas a vitória, mas também o título mundial.

Os bastidores da equipe: divisão interna e ausência de Frank Williams

Outro fator decisivo para o desempenho da Williams em 1986 foi o acidente de carro sofrido por Frank Williams, chefe e fundador da equipe. O acidente o afastou por meses do comando e o deixou permanentemente em uma cadeira de rodas. Frank foi o responsável direto pela contratação de Piquet e pretendia dar prioridade ao brasileiro.

No entanto, com sua ausência, Patrick Head – sócio e engenheiro-chefe – passou a conduzir a equipe. Mesmo cumprindo o contrato que garantia a preferência de Piquet no uso do carro reserva e nos testes, Head optou por tratar ambos os pilotos como iguais.

Em entrevista da época, Frank comentou:

“Se Mansell é mais rápido, é impossível mandá-lo abrandar para deixar passar Piquet. Não funcionou quando Jones e Reutemann foram designados como primeiro e segundo pilotos em 1981. Por que razão deveria funcionar agora? Desde que asseguremos que Nelson faça todos os testes com os carros e tenha prioridade de uso e escolha do carro reserva, ele não pode reclamar.”
(Anuário F1 1987, Francisco Santos, p. 47)

A esperteza de Piquet no GP da Alemanha

No Grande Prêmio da Alemanha, realizado em Hockenheim, Piquet protagonizou um lance de pura malandragem tática. Na 15ª volta, Mansell, com o carro instável, errou uma freada e desgastou seus pneus. Pelo rádio, informou à equipe que entraria para trocá-los.

Rapidamente, os mecânicos da Williams se prepararam. Mas quem surgiu nos boxes foi Piquet. O brasileiro havia antecipado sua parada, aproveitando a estrutura montada para Mansell. Sem alternativa, Patrick Head comunicou Mansell pelo rádio para que fizesse mais uma volta com pneus danificados, já que os boxes estavam ocupados com o carro de Piquet.

A ultrapassagem antológica sobre Senna na Hungria

Outro momento marcante de Piquet em 1986 aconteceu na estreia do GP da Hungria, em Budapeste. Na disputa com Ayrton Senna, Piquet realizou uma das ultrapassagens mais impressionantes da história da Fórmula 1.

Na freada do fim da reta dos boxes, ele passou por fora em uma curva de 180 graus, escorregando nas quatro rodas, em uma manobra ousada e precisa.

Jackie Stewart, tricampeão mundial e comentarista na época, comparou o feito a algo quase impossível:

“Foi como fazer um looping com um Boeing 747.”

A temporada de 1987 e a transição para Lotus

Em 1987, as Williams dominaram a temporada. Piquet sofreu um grave acidente logo no início do ano, nos treinos para o Grande Prêmio de San Marino, no circuito de Ímola, na mesma curva “Tamburello” que se tornaria famosa pela morte de Ayrton Senna. 

“Depois desse acidente, minha visão nunca mais foi a mesma, e eu perdi uma parte da noção de profundidade”, declarou Piquet anos depois. Mesmo assim, Piquet e Mansell disputaram o título corrida a corrida – e Piquet, para driblar evitar que o acerto do seu carro fosse passado ao inglês, lançou mão de suas conhecidas artimanhas, como testar com uma configuração ruim do carro, que muitas vezes seria copiada pelos mecânicos de Mansell, e alterá-la completamente minutos antes do treino ou da corrida.

https://www.youtube.com/watch?v=pLyAKkeA25Q&t=12s

Cansado dos desentendimentos com seu companheiro Mansell, na semana do Grande Prêmio da Hungria, Piquet é anunciado como piloto da equipe Lotus para o campeonato seguinte. 

Ele ficou contente com a transição: “deram-me garantias de que eu teria todo o apoio para ser o primeiro piloto. Era uma oferta que eu não podia recusar. Além do mais, estive observando a Lotus nesta temporada e aproveitei a chance de me integrar a uma equipe tão competitiva.”

Os GPs da Itália, Espanha e México

Nos treinos para o Grande Prêmio da Itália, em Monza, o piloto brasileiro estreia a suspensão ativa. Consegue a pole, e também vence. Na prova seguinte, o novo componente é colocado no carro do piloto inglês, mas ele não consegue um acerto adequado.

Para não favorecer apenas um lado, a equipe Williams resolve retirar a suspensão dos dois carros. A alegação é que o novo componente não estava totalmente pronto para enfrentar uma corrida e que seria muito arriscada colocar uma nova tecnologia sem ainda ter uma certeza plena de que ela seria melhor e mais resistente que a suspensão tradicional. 

A verdade é que Mansell não entendia o funcionamento correto dela, diferente do Piquet que tirava máximo proveito. Resultado: na reta final, os dois carros voltam para a suspensão convencional em condições iguais.

Com a vitória, Piquet deixou Monza mais líder do que nunca com 63 pontos contra 49 de Senna e 43 de Mansell. Uma vantagem importantíssima a cinco provas do fim do campeonato.

Nos GPs da Espanha e México, Mansell vence, com Piquet em 4º e 2º lugar respectivamente. 

A conquista do tricampeonato na F1 de Nelson Piquet: GP do Japão em 1987

O brasileiro vai para o Japão com 12 pontos de vantagem. Nos treinos oficiais de sexta-feira no circuito de Suzuka, na ânsia de superar o tempo do seu companheiro de equipe, Mansell sofre um forte acidente, embora não o tenha causado ferimentos sérios, deixou-o sem condições para disputar a prova, e Piquet consagrou-se o tricampeão mundial por antecipação.

Reveja os melhores momentos deste marco histórico:

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A relação com a Williams, segundo Nelson Piquet

Em 1986, terminou em terceiro, atrás de Alain Prost e do companheiro Nigel Mansell, mas em 1987 o brasileiro venceria os dois para conquistar seu terceiro campeonato. Mesmo com um acidente horrível em treino em Ímola, que o levou a perder aquela corrida.

Piquet afirma que seu último título foi o mais difícil: 

“Tive que lutar com tudo, contra outros pilotos e dentro da minha própria equipe – estar em um time inglês com um colega inglês e vencer o campeonato não foi fácil. Eu tive que tentar criar uma divisão na equipe, para sobreviver e tentar ganhar o campeonato. Foi um ano muito difícil, pode acreditar nisso”.

A atmosfera na Williams pesou: Piquet optou por sair no final do ano para a Lotus, onde obteve o status de número um ao lado do companheiro Satoru Nakajima. Na nova equipe, também teria os motores Honda.

As últimas temporadas e conquistas da carreira de Nelson Piquet

Piquet foi para a Lotus em 1988, levando consigo a Honda e deixando a Williams com o jabiracossauro motor Judd (também conhecido como “Judas”, todo mundo adorava malhar).

Diferença na ética de trabalho entre Piquet e Mansell: Piquet, garagista, graxeiro, trabalhador, contra um Mansell talentoso porém dado a partidas de golfe em dias de teste.

Depois de um período frustrante de dois anos na Lotus, com a equipe sendo atropelada pela McLaren usando o mesmo motor em 1988 e depois perdendo o contrato e sendo forçada a usar motores Judd em 89, Piquet foi para a Benetton encerrar a carreira.

Ao vencer as duas últimas corridas de 1990, Piquet saltou para o terceiro lugar na classificação dos pilotos daquela temporada e, no ano seguinte, conseguiu sua vitória final no Canadá, às custas do grande rival Nigel Mansell.

Piquet, Senna e Mansell no pódio do GP do Canadá de 1990

Aposentadoria e Indy 500 em 1992

Ao fim do campeonato de 1991, Piquet deixou a F1 com 23 vitórias. Ele se aposentou para se concentrar em seus interesses empresariais, sendo especialmente bem-sucedido com um produto de sistema de rastreamento de GPS para veículos.

Ele também tentou a glória nas 500 Milhas de Indianápolis de 1992, mas acabou sofrendo ferimentos graves nas pernas em um terrível acidente de treino – antes de se recuperar e voltar a competir em 1993.

Nelson Piquet na Indy 500 em 1992

Piquet e as 24 Horas de Le Mans

Piquet disputou duas vezes as 24 Horas de Le Mans, terminando em oitavo com a McLaren ao lado de Johnny Cecotto e Danny Sullivan em 1996, mas falhando em terminar um ano depois, quando juntou-se a JJ Lehto e Steve Soper em um carro BMW Motorsport.

Sua última corrida foi nas Mil Milhas Brasileiras de 2006, em Interlagos, onde compartilhou a vitória no Aston Martin DBR9 com o filho Nelsinho, Hélio Castroneves e Christophe Bouchut. Hoje, Piquet brinca: “Quando parei de correr, vi como minhas férias eram boas!”

E é com esta foto icônica que fechamos com chave de ouro mais uma grande saga das estrelas do automobilismo brasileiro! 🏆🏁

Resumo dos registros de Nelson Piquet na F1

  • Nacionalidade Brasileira
  • Anos 1978 – 1991
  • Time(s) Ensign, McLaren, Brabham, Williams, Lotus e Benetton
  • GPs disputados 208 (204 largadas)
  • Campeonatos 3 (1981, 1983 e 1987)
  • Vitórias 23
  • Pódios 60
  • Pontos 485.5 (481.5)
  • Pole positions 24
  • Voltas mais rápidas 23
  • Primeiro GP Grande Prêmio da Alemanha de 1978
  • Primeira vitória Grande Prêmio do Oeste dos Estados Unidos de 1980
  • Última vitória Grande Prêmio do Canadá de 1991
  • Último GP Grande Prêmio da Austrália de 1991

🔴 Bônus: Assista ao episódio sobre a história do capacete de Nelson Piquet!

Alan Mosca vai contar mais uma grande saga da história da Sid Special Paint, desta vez sobre um piloto super especial que é considerado uma lenda na história do automobilismo mundial: O Mestre Brasileiro Tricampeão de Fórmula 1: Nelson Piquet – o nosso grande Nelsão! 🏆